Fato ou fake? Exame igG neutralizante contra Covid-19

Cerca de um ano e meio desde o início da pandemia do coronavírus, que assolou o mundo inteiro, diversos países já estão em fase avançada de seus programas de imunização. O desenvolvimento em tempo recorde de vacinas seguras e eficazes foi um dos grandes marcos recentes da ciência e da medicina, mas ainda assim existe uma parcela de pessoas que questiona o mérito e efetividade desses esforços.


Recentemente, um grupo de pessoas (composto inclusive por alguns médicos), buscou se valer do exame IgG Neutralizante contra Covid para comprovar a suposta ineficácia das vacinas. Os vídeos, que já foram devidamente desmascarados como mais um ataque baseado em FakeNews, viralizaram e colocaram em cheque a aplicação do exame sorológico.


ENTENDENDO O SISTEMA IMUNOLÓGICO

O sistema imunológico humano é formado por um conjunto complexo e sofisticado de mecanismos de defesa. No caso da proteção vacinal, além dos anticorpos neutralizantes, existem os anticorpos não-neutralizantes e também os linfócitos T, células que ajudam a compor as “frentes de defesa” do organismo. Para entender mais sobre como funciona o exame IgG Neutralizante contra Covid, confira nosso vídeo especial.


Conforme explicado no vídeo pelo infectologista e Diretor Médico do LabKosop, Dr. Ricardo Kosop (CRM/PR 28.565) é importante reforçar que a ausência de anticorpos neutralizantes não significa, necessariamente, que a pessoa não esteja imunizada, pois nosso organismo possui outras formas de se proteger.


“A dosagem de anticorpos neutralizantes da classe IgG avalia apenas uma parte da complexa resposta imune do nosso organismo à vacinação. A ausência destes anticorpos em pacientes vacinados não necessariamente indica falha vacinal, mas por outro lado a evidência científica tem sido cada vez mais clara que, presença destes após a vacinação é indicativo sim de proteção eficaz contra a Covid-19 - em especial contra as formas graves da doença.”, comenta o Dr. Ricardo Kosop.

MAS ENTÃO, EU DEVO OU NÃO FAZER O EXAME IgG NEUTRALIZANTE?

O exame realizado pelo LabKosop para quantificação dos anticorpos neutralizantes contra a Covid-19 foi utilizado em diversos estudos que avaliaram a eficácia das vacinas atualmente aplicadas na população em geral. Em conjunto com os achados clínicos e de resposta à doença em si (que envolvem vacinação) são dosados anticorpos neutralizantes e, no caso da Covid- 19, não é diferente.


Para se aprofundar! Estudos relacionados ao exame que realizamos.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32998157/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32726802/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33262067/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33382764/


Ainda que não exista uma recomendação formal por parte das sociedades científicas em se dosar rotineiramente os níveis dos anticorpos neutralizantes contra Covid, nós acreditamos que conhecer os níveis desses anticorpos e acompanhá-los ao longo do tempo pode fornecer importantes e valiosas informações a respeito do nível de imunização. Em última analise isso auxiliaria, por exemplo, a identificar pessoas que podem ou não se beneficiar de uma revacinação. Um estudo está sendo realizado na ilha de Fernando de Noronha justamente para avaliar a imunidade humoral (anticorpos) e celular (linfócitos) de defesa do organismo contra a Covid-19.


Por isso, em uma postura consciente e comprometida com a saúde, o LabKosop já apresenta a possibilidade desse exame que identifica, especificamente, os anticorpos neutralizantes contra a porção RBD da proteína Spike do vírus SARS- COV- 2, que não apenas dosa a presença (+) e ausência (-) mas também os títulos, ou seja, a concentração dos anticorpos na corrente sanguínea.


CUIDADOS NÃO DEVEM SER DEIXADOS DE LADO APÓS VACINAÇÃO.

Vale ressaltar que o resultado positivo para imunização não deve ser usado como respaldo para relaxamento nas medidas de proteção como uso de máscaras, distanciamento social e higienização constante das mãos, pois essas medidas ajudam a desacelerar o contágio e, com isso, a reprodutibilidade e possibilidade de mutação acelerada do vírus. Em matéria ao jornal El Pais Brasil, o Dr. Ricardo Kosop (CRM/PR 28.565) comenta sobre a importância da vacinação somada às medidas preventivas para reduzir o número de casos e também a possibilidade do surgimento de novas variantes.


O LabKosop reforça o compromisso com a ética e a realização racional de exames, buscando prestar informações e orientações relevantes à sociedade. Por isso, em caso de dúvidas sobre esse ou outros exames, colocamos à disposição pelo whatsapp (41)99992-0252 a nossa Assessoria Científica e Médica, coordenada pelo Dr. Ricardo Kosop.