Hipoglicemia: por que reconhecer seus sintomas é importante?

A hipoglicemia é quando o nível de glicose no sangue está baixo demais, interferindo assim nas funções de vários órgãos vitais. Os valores normais de glicemia coletada em jejum de 8 horas estão entre 70 a 99 mg/dL, podendo atingir níveis entre até 140-199 mg/dL se forem aferidos após uma refeição.


Essa condição é frequente na vida de quem tem diabetes e que esteja em tratamento com insulina - principalmente no Diabetes Mellitus do Tipo 1 – quando as doses deste medicamento estão altas demais, mas também menos comumente pode ocorrer em pessoas que não possuem a doença.


Em geral, pacientes não diabéticos manifestam-se com um quadro de hipoglicemia apenas quando a glicose no sangue fica abaixo de 50mg/dL; por outro lado, diabéticos podem apresentar sintomas de hipoglicemia com valores mais altos – já abaixo de 70 mg/dL – ou até mesmo só reconhecer que está com hipoglicemia quando os valores são ainda mais baixos.


Quando os episódios de hipoglicemia acontecem de forma repetitiva a situação pode se tornar perigosa, pois o organismo perde a capacidade de liberar os hormônios que reconhecem os sintomas, os chamados contra-reguladores, como o cortisol, a adrenalina e o glucagon.


Um paciente com hipoglicemias repetidas tem 7x maior chance de ter um quadro grave, que pode levar a convulsões e até mesmo ao óbito por arritmia cardíaca e parada cardiorrespiratória.


NÍVEIS DE HIPOGLICEMIA

A Hipoglicemia pode ser classificada didaticamente em 3 faixas:


Hipoglicemia não complicada: quando a glicose está de 70mg/dL a 55 mg/dL, raramente apresenta sintomas;

Hipoglicemia clinicamente significativa: níveis iguais ou inferiores a 54 mg/dL;

Hipoglicemia Grave: quando há alteração no nível de consciência e/ou convulsões decorrentes da hipoglicemia;


SINTOMAS

Os sintomas da hipoglicemia normalmente manifestam-se abaixo de 55 mg/dL, mas já podem surgir quando a glicose fica abaixo de 70mg/dL em pacientes diabéticos ou mais sensíveis, como idosos, crianças e/ou desnutridos. É importante ficar atento e tomar providências quando surgem os seguintes sintomas:


- Tremores;

- Tontura;

- Suor;

- Sensação de frio;

- Fraqueza generalizada;

- Sensação de desmaio;

- Palidez;

- Dor de cabeça


Em casos graves, ocorrem alterações do nível de consciência, desmaios e até mesmo convulsões. Em crianças o primeiro sinal de hipoglicemia pode ser irritabilidade e choros persistentes.


TRATAMENTO

O tratamento dos sintomas deve ser imediato. A forma mais rápida e eficaz é tomar o açúcar diluído em água, sucos de fruta, ou mel – inclusive, os pequenos sachês de mel possuem a quantidade suficiente de açúcar (na forma de sacarose) para elevar a glicemia a níveis mais seguros. Essas opções apresentam rápida absorção pelo organismo e não apresentam risco de fazer uma “hiperglicemia de rebote” especialmente em diabéticos.


Nos casos em que há convulsões por hipoglicemia, especialmente se não houve resposta às medidas mais diretas acima, o ideal é solicitar auxílio emergencial e associar a glicose via endovenosa.


Para evitar a baixa de glicose no sangue, é recomendado não ficar muito tempo sem comer - o ideal é alimentar-se frequentemente, especialmente as 3 principais refeições do dia intercaladas com pequenos lanches, além de evitar exercitar-se sem se alimentar, Outra dica importante é não exagerar no consumo de álcool, pois ele interfere na absorção e no metabolismo da glicose em nosso corpo


DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito por meio de observação clínica e identificação dos sinais e sintomas de hipoglicemia. A dosagem baixa de glicose no sangue no momento do episódio confirma o diagnóstico de hipoglicemia e, quando a glicemia é coletada em jejum de 8 horas, ajuda a identificar pacientes em risco de hipoglicemia ou até mesmo outras doenças que possam cursar com a mesma.


Já no caso dos pacientes diabéticos em insulinoterapia, é importante o controle rigoroso dos parâmetros de tratamento e o acompanhamento regular com o médico endocrinologista. A dosagem da hemoglobina glicada (HbA1C) aliado aos dados de glicemia capilar (chamado de “dextro”) que são realizados em casa pelo próprio paciente são importantes para que a dosagem de insulina seja sempre a mais adequada possível, evitando-se o risco tanto de hipoglicemia quando de hiperglicemia e consequente descontrole do Diabetes.


A dosagem de insulina e a realização de testes funcionais de glicemia após estímulo com insulina, glucacon ou GH estão indicados somente quando há necessidade de investigar doenças incomuns que cursem com alteração no metabolismo da glicose e são raramente solicitados na prática clínica.


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