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Exame da Dengue: guia completo para você tirar todas as suas dúvidas

Atualizado: 21 de fev.

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Sumário:


1. Introdução: alta nos casos de Dengue no Brasil em 2024


Em 2023, o Brasil bateu o recorde de ano com mais mortes causadas pela dengue. E 2024 começou ainda mais intenso.


Segundo o painel de monitoramento das arboviroses, mantido pelo Ministério da Saúde, até a última semana de janeiro foram notificados 243.720 casos prováveis de dengue, correspondendo a um coeficiente de incidência de 120 casos/100 mil habitantes. Quando comparado com o mesmo período de 2023 observa-se um aumento de 273% no número de casos prováveis. Ainda, até o presente momento foram 1.079 óbitos confirmados.


Segundo o Diretor Médico do LabKosop, o infectologista, Dr. Ricardo Kosop: “Com a tendência de verões mais quentes e mais prolongados, a previsão das autoridades é que dentro de pouco tempo é possível que tenhamos uma epidemia de dengue bem grande e relativamente catastrófica, se for considerar que a maior parte da população é suscetível ao vírus da dengue, muito pelas condições ambientais (calor, água parada, etc…).


Então realmente é um bom momento para todo mundo se preparar, não deixar o mosquito se proliferar e procurar a imunização (a vacina da dengue).


Quem puder se imunizar o quanto antes, para já garantir uma proteção pelo menos a casos graves e também aos próprios casos leves de dengue, que daí você já não vira um reservatório para o vírus ser transmitido para o mosquito e daí do mosquito ser transmitido para outras pessoas picadas”.


Frente a esses dados e a colocação de nosso diretor médico e infectologista, preparamos algumas informações para você saber mais sobre essa infecção. Vem com a gente conhecer algumas curiosidades.


2. Como ocorre a transmissão da dengue?


A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O mosquito Aedes aegypti adquire o vírus ao picar uma pessoa que esteja infectada pelo vírus da dengue, tornando-se assim portador do vírus e inclusive disseminando o vírus aos seus descendentes. Posteriormente, quando esse mosquito infectado pica uma pessoa saudável, o vírus é transmitido para essa pessoa através da saliva do mosquito durante a picada. Importante destacar que esse mosquito também pode transmitir outras doenças virais, como Zika, febre amarela e chikungunya.


De forma geral, o Aedes Aegypti se alimenta da seiva de plantas e frutas do ambiente, porém apenas a fêmea, se estiver infectada, é capaz de transmitir a o vírus da dengue. Quando essa fêmea copula, precisa se alimentar de sangue para desenvolver os seus ovos – e é neste período que ela pica o ser humano.


O mosquito possui hábitos diurnos, costuma picar mais durante o início da manhã ou no final da tarde, e como ele voa baixo, acaba atingindo mais a região dos pés e pernas. As picadas do A. aegypti costumam ter poucos sintomas e coçar muito pouco. Após a picada, o vírus cai na corrente sanguínea e começa a se multiplicar, principalmente em órgãos como fígado, baço e tecidos linfáticos.


3. Qual a diferença entre o mosquito comum e o Aedes Aegypti?


Preparamos uma imagem com as principais diferenças entre o pernilongo comum e o mosquito Aedes Aegypti:





4. Qual o alcance de voô do mosquito da dengue?


O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, tem uma capacidade de voo relativamente curta. Em geral, ele não voa muito longe de onde nasceu, permanecendo dentro de um raio de cerca de 100 a 200 metros da sua área de reprodução. No entanto, em condições favoráveis, como clima quente e úmido, ele pode se deslocar um pouco mais, até cerca de 400 metros.


É importante ressaltar que esses são apenas estimativas gerais e que o alcance do voo do mosquito pode variar dependendo de fatores como disponibilidade de habitat e condições ambientais.


5. Eu posso transmitir dengue para outras pessoas?


Não, dengue não é uma infecção contagiosa, não há transmissão entre pessoas. O vírus só é repassado através da picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti, elas são as únicas que picam os humanos, porque elas precisam de sangue para maturar os seus ovos.


Medidas de controle do mosquito, como eliminação de criadouros e uso de repelentes, são essenciais para prevenir a disseminação da dengue. No entanto, é muito comum que outras pessoas ao redor de alguém com dengue também adoeçam, pois é um indicativo de que há focos do mosquito transmissor tanto na residência quanto em locais muito próximos.


6. Quais os diferentes tipos de dengue?


Existem quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue. Cada vez que uma pessoa é infectada por um desses vírus, ela fica imune apenas a um sorotipo, porém ainda está vulnerável aos demais e tem mais chances de desenvolver complicações nas próximas infecções. Ou seja, podemos ser diagnosticados com a doença até 4 vezes durante a vida, sendo que o risco de complicações aumenta bastante a partir da 2ª infecção.


A dengue também se manifesta de diferentes maneiras, desde quadros assintomáticos (quando não há presença de sintomas), clássica, hemorrágica ou com complicações:


  • Clássica: é a forma mais comum, com evolução benigna apesar da intensidade dos sintomas;

  • Hemorrágica: apresenta sinais de alarme com alterações na coagulação sanguínea;

  • Com complicações: grave e rara, mas pode levar a óbito se não houver atendimento rápido.


7. Sintomas da Dengue


Os sintomas da doença consistem em febre alta (comumente acima de 39 graus, dor intensa no corpo, nas juntas, dor de cabeça e atrás dos olhos. Náuseas e vômitos ocorrem em até metade das pessoas, assim como manchas vermelhas (“rash”) na pele.




A primeira fase de sintomas da dengue dura de dois a três dias e depois disso o doente tende a melhorar. Dificilmente a febre permanece por mais que 7 dias. No entanto, a partir do 3° a 4° dias do inicio dos sintomas pode acontecer a segunda fase – em especial nos pacientes mais vulneráveis ou que tiveram infecção prévia a outro sorotipo de dengue - podendo ocorrer sinais de sangramentos superficiais (como na gengiva e nariz) ou internos (como dor abdominal, indicando hemorragia intra-abdominal).


Ao sentir a presença de sintomas é fundamental que o indivíduo procure atendimento médico rapidamente, sem fazer automedicação, pois existem remédios que podem acabar aumentando o risco de complicações se ingeridos, como é o caso dos anti-inflamatórios e antitérmicos com ácido acetilsalicílico. Também é importante ficar atento aos sinais e sintomas que possam indicar evolução para um quadro de dengue hemorrágico, quando o tratamento deve ser instituído de forma rápida e muitas vezes com necessidade de internamento hospitalar.


8. Dengue na Gravidez


É possível que uma mãe infectada perto do período de nascimento, transmita a doença para o bebê no parto, apesar de não ser frequente. Também existe o risco de aborto, caso a dengue esteja presente nos três primeiros meses da gestação.


9. Diagnóstico da Dengue


O diagnóstico da dengue é fortemente sugerido pelo quadro clínico, mas o diagnóstico laboratorial é fundamental para a confirmação – já que outras doenças muito comuns e até mesmo transmitidas pelo mesmo mosquito (como o caso dos vírus Zika e Chikungunya) podem apresentar sintomas semelhantes.


Nos primeiros 5 dias do início dos sintomas, destacam-se os exames que detectam o vírus em si – neste caso, o antígeno NS1 do vírus da dengue. Na sequência, entre o 5° e 7° dias, o NS1 já não é mais encontrado e, então, sobressaem os anticorpos contra o vírus da dengue. Nesta fase, o aparecimento dos anticorpos IgM ( significando infecção recente) e IgG (infecção mais antiga, especialmente após 10-14 dias do início dos sintomas).


Também pode-se lançar mão de exames de biologia molecular como o PCR para o vírus da dengue, em que é pesquisado o RNA viral e inclusive consegue-se diagnosticar qual o sorotipo de dengue que está implicado. Este exame costuma ser fundamental para os serviços de Vigilância Epidemiológica para se identificar qual(is) sorotipos mais prevalentes estão circulando em uma determinada região.


Outros exames que auxiliam no diagnóstico e na identificação de fatores de gravidade são o hemograma (alterações como leucopenia e plaquetopenia costumam ocorrer com frequência), coagulograma, transaminases e creatinina.

10. Existe tratamento para a Dengue?


Não há tratamento específico, mesmo com o avanço das tecnologias em saúde ainda não temos um antiviral efetivo, o tratamento será com medidas de suporte, muita hidratação (em torno de 80 ml por kg do paciente, ao dia), controle de sintomas (com medicamentos como paracetamol) e prevenção de complicações, retornando para nova avaliação médica caso apresente sinais de gravidade.


11. Como se proteger do mosquito


Com a chegada do home office, muitas pessoas acabaram deixando de se preocupar com cuidados preventivos importantes, como o uso de repelente. Além disso, existe aquela prevenção que todos já ouviram falar, mas acaba passando despercebida no dia a dia: não deixar água parada.


É necessário ficar atento à sua residência. Faça uma vistoria em garrafas, pneus, vasos de planta, caixas d'água, calhas, ralos, pias, reservatórios do ar-condicionado e da geladeira. Adquirindo esse hábito, pelo menos uma vez por semana, já é possível interromper o ciclo de vida do mosquito, que dura 10 dias. Telar as janelas e utilizar inseticidas também são boas opções para criar barreiras e impedir que o mosquito entre em casa e coloque seus ovos nos reservatórios de água.


Além de cuidar do local em que você mora, também é importante prestar atenção à sua vizinhança. É preciso ter um cuidado redobrado com bromélias e outras plantas que acumulam água, por exemplo, além de sinalizar quaisquer reservatórios de água parada. Caso encontre alguma região de risco, ligue para a vigilância epidemiológica da sua cidade para que os criadouros de mosquitos sejam prontamente eliminados. E lembre-se sempre: se há um caso de dengue na região, cuidado redobrado pois certamente há mosquitos transmissores próximos da sua casa!


12. Quem pega Dengue fica imune?


Infelizmente, quem pega dengue não fica imune, pois existem quatro sorotipos da doença, após infectado o paciente adquire imunidade apenas contra aquele sorotipo específico e pode contrair os outros, e é importante lembrar que a reinfecção pode aumentar o risco de desenvolver um quadro de dengue com complicações e maior gravidade.


13. Quais as opções de Vacina da Dengue no mercado hoje?


Neste momento existem duas opções de vacina contra a Dengue, no momento que este artigo foi elaborado, ambos presentes apenas na rede privada de saúde: Vacina QDENGA e DEGVAXIA.


A vacina QDENGA teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. É do laboratório japonês Takeda. Ela é indicada, conforme bula, para individuos de 4 a 60 anos de idade e deve ser administrada num esquema de duas doses, com intervalo de 3 meses entre elas.


Outra vacina existente é a DENGVAXIA, do laboratório francês Sanofi-Pasteur. Esta apenas pode ser aplicada em pacientes que já tiveram dengue em um momento anterior. Esta vacina é administrada num esquema de três doses, com intervalo de 6 meses entre cada dose aplicada.


14. Qual a previsão de chegada de Vacina da Dengue no SUS?


O Ministério da Saúde (MS) deve liberar em breve à população brasileira, via Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a dengue “Qdenga® - vacina dengue 1, 2, 3 e 4 (atenuada)”, produzida pela farmacêutica Takeda.


O registro do imunizante no Brasil foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2 de março de 2023, sendo incorporado ao esquema vacinal oferecido pelo SUS pelo MS em dezembro de 2023.


No mundo, a vacina já foi aprovada em 2022 pela União Europeia e também pela Indonésia. A Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio de seu Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE), também recomenda a vacina, sobretudo em regiões endêmicas.


"Em linha com o princípio da equidade na saúde, a Takeda está comprometida em apoiar as autoridades de saúde, portanto seus esforços estão voltados para atender a demanda do Ministério da Saúde, conforme a estratégia vacinal definida pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) que considera faixa etária e regiões para receberem a vacina. Conforme já anunciado, temos garantida a entrega de 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025. Em paralelo, estamos buscando todas as soluções possíveis para aumentar o número de doses disponíveis no país, e não mediremos esforços para isso", diz o comunicado. 


“Na próxima semana (do carnaval), as doses começam a ser distribuídas a 521 municípios selecionados pelo Ministério da Saúde para iniciar a vacinação na rede pública. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. Serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos’



Lembrando que como o foco da vacina QDENGA é a oferta ao SUS, o volume destinado a rede privada será bem inferior, dificultando o acesso a mesma na rede privada. 


15. Conte com a Labkosop para realizar seu diagnóstico para a doença da Dengue


Tendo como CEO do LabKosop um médico infectologista, buscamos oferecer o que há de mais completo em exames para doenças infecciosas, desta forma, temos os seguintes exames para Dengue:


  • Dengue IgM R$ 54,90

  • Dengue IgG R$ 54,90

  • Dengue NS1 R$ 124,20





O resultado é em até 24 horas.


Contudo, feitos em nosso combo especial, você obterá um super desconto:

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  • Painel Dengue Completo: exames Dengue IgG + IgM + Dengue NS1 + Hemograma = R$ 189,40


Recomendamos o pacote Dengue Premium, pois um simples hemograma pode auxiliar na suspeita da doença e avaliar inclusive um dos principais marcadores de gravidade da doença. Alguns dos sintomas como manchas vermelhas na pele são por conta da diminuição na contagem de plaquetas, um dos marcadores que o hemograma trará.


A LabKosop facilita o atendimento para os pacientes que desejam ou precisam realizar exames laboratoriais, disponibilizando o serviço de Coleta Móvel para Curitiba e Região Metropolitana.


Para agendamento ou esclarecimentos, contate nossa equipe de atendimento pelo WhatsApp (41) 99992-0252 ou pelo telefone fixo: 4042-6275.



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